A partir da parceria com uma startup, vendedores do Mercado Livrepoderão contratar pessoas comuns para fazerem entregas.

A iniciativa é o passo mais recente da expansão da economia colaborativa, dessa vez para o comércio eletrônico.

Assim como o Uber transformou o mercado de transportes, mesmo sem ter nenhuma frota, e o Airbnb revolucionou o setor de hotelaria sem possuir nenhum quarto, a startup Eu Entrego quer impulsionar a logística sem nenhum contrato com entregadores.

A startup, criada há 5 meses, firmou a parceria com a empresa de marketplace para acelerar os envios feitos através da plataforma, ao permitir que pessoas comuns se cadastrem como entregadores para levar os pacotes dos vendedores até uma agência dos Correios.

Ao fechar um negócio, ele pode escolher usar o serviço Mercado Envios, serviço de logística que conecta o vendedor a 9 transportadoras incluindo os Correios.

Ele paga o frete pela plataforma e imprime uma etiqueta para colar no pacote. Depois disso, é só levar para a agência de Correios mais próxima.

É aí que reside o problema: por falta de tempo, preguiça ou indisponibilidade, muitos acabam adiando o envio, o que compromete o prazo de entrega e todo o sistema.

“É um gargalo de todo o comércio eletrônico, que bloqueava novas vendas de ocorrer”, afirmou o CEO e fundador do Eu Entrego, João Paulo Camargo.

Ao perceber esse obstáculo no comércio eletrônico e a expansão da economia colaborativa em todo o mundo, o empresário criou a startup para agilizar o processo de envios.

Por um preço de R$ 10 a R$ 40, o vendedor pode optar por contratar um entregador para levar sua encomenda até a agência dos Correios.

Cerca de 600 vendedores e 2.000 entregadores já estão cadastrados na rede, mas Camargo espera que o número cresça rapidamente depois da parceria com o Mercado Livre.

2018-10-08T14:21:31+00:00